Acordo ao meio da noite,os olhos pesam mas teimam em não fechar...
O Infinito é o Limite...
Acordo ao meio da noite,



(…)
Primeiro dia de aulas do 12º ano, o despertador toca e Lia pensa “mais 5 minutos” e continua a dormir. A mãe entre apressada pelo quarto e diz: “Levanta-te Lia, vais chegar atrasada à escola como sempre!”
Lia, obre os olhos, suspira, senta-se na cama e espreguiça-se! Lá veste a roupa, que no dia anterior cuidadosamente escolheu, de cerca de 20 combinações diferentes que experimentou. A mãe do fundo das escadas grita: “despacha-te, só faltam 10 minutos para a escola começar!”
Lia olha o espelho pela última vez, suspira, corre pelas escadas, agarra numa maça e sai apressada pela porta, ainda ouvindo a mãe a reclamar: “é sempre a mesma coisa, nunca tem tempo para tomar o pequeno-almoço! Se te tivesses levantado quando o despertador tocou tinhas tempo para o pequeno-almoço!”
Ao percorrer os 10 minutos de caminho até à escola secundária, os pensamentos de Lia circulavam à velocidade da luz: Será que foi uma boa escolha esta roupa? estou bonita? Como será a minha turma? Já não vou poder estar com as minhas amigas antes da primeira aula…
Sem se aperceber estava a entrar na escola, dirigiu-se até à sala de aulas, cumprimentou os colegas, conheceu novos colegas e não teve aula, o professor faltou. Lia, zangada, disse: “então, podia ter ficado a dormir, vim para aqui de madrugada para nada! Vamos é para o café!” O grupo de amigas mais chegadas concordou e puseram-se ao caminho.
Nisto, antes de cruzar o portão da escola, Lia paralisou, cruzou-se com o olhar mais sedutor e intenso que alguma vez tinha visto. Quem seria aquele desconhecido que de imediato lhe fez a pele arrepiar? As colegas puxaram-na pelo braço: “anda Lia, o que foi? entraste em pause, foi?!” (…)
Não foi como Lia sonhara, não foi na noite de núpcias, não foi numa praia deserta, foi no carro, num dos muitos retiros amorosos que existem (os chamados amorometros, como os amigos lhe chamam). Não estava nada planeado, apenas estavam lá para trocar uns beijos, apenas aconteceu, desta vez foram mais longe e fui especial… (…)
Era uma tarde de domingo gélida mas solarenta, Lia e Ivo decidiram ir até à praia, sentaram-se numa duna, a contemplar o mar. Lia estava estranhamente calada, olhou para o Ivo e com os olhos encharcados disse: “estou grávida”.
Ivo sentiu o corpo inteiro a gelar, o coração a parar e respondeu: “Mas como se… se nós usamos protecção?”
Lia limpou as lágrimas e respondeu: “Não sei, estou e pronto!” e acrescentou: “ e não quero esta criança… ainda estamos a acabar o secundário… quero ir para a universidade… não a quero!”
Ivo abraçou-a e concordou. No dia seguinte, entregou a Lia uns comprimidos (abortivos) que o irmão lhe arranjou numa farmácia de um amigo e concordaram fazê-lo juntos. Foi a cólica menstrual mais intensa que Lia alguma vez sentiu, não sabia se era verdadeiramente uma dor física ou a dor de estar a matar o fruto do seu grande amor. E ainda que não soubesse de momento, este era o princípio do fim do seu primeiro grande amor. (…)
Nunca mais o toque, as carícias, os beijos foram iguais, e sem qualquer tipo de explicação Lia e Ivo afastaram-se sem dizer uma palavra.
O secundário estava concluído, Lia entrou para a universidade, estava felicíssima!
Ah, a recordação do ano que passou estava guardada no cofre no recanto mais longínquo do seu coração. Mas, o que Lia não imaginava era que esta história de amor ainda não tinha encontrado um fim… (…)
.
Não, não é uma auto-biografia, é apenas algo que escrevi!
Encontrei o romance ao arrumar alguns papeis e achei interessante, nem me lembrava dele...
Outro dia, talvez acrescente mais um pouco da história, é interessante! Fez-me reflectir...
Aqui fica um pouco de uma mente adolescente...


Estes dias entrou pelo serviço um doente novo
Independentemente do que me possas fazer,
de me magoares, de me traíres,
Aqui e agora recordo os sorrisos,
Vivemos rodeados de diferentes pessoas,
com mil e uma personalidades,
mil e uma crenças, rotinas, famílias, profissões, amigos e afins
e amamos cada um incondicionalmente...
Porquê?
Alguma vez te questionaste sobre isto?
Eu ainda não...
E então pergunto...
Porque te amo se és tão diferente de mim?
Porque te perdoo quando me magoas?
Porque te quero sempre comigo?
Porque me preocupo contigo hoje e sempre?
Porque nunca te esqueço mesmo quanto partes?
Porque te deixo partir se te amo?
Porque ficas quando eu vou?
Porque te amo hoje e sempre pequeno raio de sol?
.
Nunca estamos sozinhos,
existem pessoas que nos acompanham desde sempre,
outras surgem por um período de tempo
e outras que ficam para sempre connosco...
Isto todos sabemos mas porque as amamos?
Será porque...
A todas entregamos um pouquito de nós,
recebemos um pouquito delas,
e em nós fica uma marca,
existe um amor partilhado...
Será uma fraqueza humana? um dom?
O que achas tu?
Eu? Para mim é um dom!
Porquê? Porque nos faz estar sempre acompanhados,
ter sempre alguém que nos queira bem e se preocupe connosco,
que nos proteja, que nos mime, que nos ame...
Faz-nos sorrir verdadeiramente quando apenas tínhamos vontade de chorar,
dá-nos um ombro para esmurrar quando o mundo nos trai e outro para nos aconchegar,
contribui para a nossa vontade de viver, de sonhar, de caminhar...
Por isso, basta de perguntas! Não quero saber das respostas!
Amo-te porque sim!
Amo-te porque me ajudas a sonhar!
Por vezes, amo-te porque sou pateta!
Mas não faz mal que partas, que me magoes, que...
Não faz mal o que partilhaste comigo vale mais do que 1000 diamantes,
o que partilhaste comigo ajuda-me a sonhar...
A viver...
.
Ser, porque te amo?
Porque sim!
.
Porque hoje sinto-me pateta,
porque não me lembrava de nada para escrever,
segui os meus dedos e surgiu qualquer coisa...
Algo um pouco tosco o que escrevi mas... até gosto
e aqui fica para todos vós que fazem parte de alguma forma da minha vida: PORQUE TE AMO!
*
Quantas vezes pensamos na importância 