


Hoje apetece-me cantar,
hoje apetece-me sonhar...
Hoje vou voar!
Vem comigo!
.
Vem!
Agarra a minha mão
que a viagem é para breve...
Não se assustes
por ouvires a pulsação da minha alma,
olha os pés a levantar,
consegues te equilibrar?
É fácil...
Segue a melodia que me encanta,
repete comigo,
respira fundo
e deixa-te levar...
Vês?

E a ti Anjo,
Pudesse eu acabar com tudo que entristece
A Partilha

e damos por nós tão nervosos como no primeiro beijo:
as pernas tremem,
os pensamentos de incapacidades transtornam-nos
e o batimento cardíaco dispara…
que não temos conhecimento além do básico,
que podem não gostar de nós,
que e que… mil quês nos surgem…
outras enchemo-nos de coragem
e lá vamos nós de encontro aos leões
(que no fundo não passam de pequenos gatinhos indefesos)
(…)
Primeiro dia de aulas do 12º ano, o despertador toca e Lia pensa “mais 5 minutos” e continua a dormir. A mãe entre apressada pelo quarto e diz: “Levanta-te Lia, vais chegar atrasada à escola como sempre!”
Lia, obre os olhos, suspira, senta-se na cama e espreguiça-se! Lá veste a roupa, que no dia anterior cuidadosamente escolheu, de cerca de 20 combinações diferentes que experimentou. A mãe do fundo das escadas grita: “despacha-te, só faltam 10 minutos para a escola começar!”
Lia olha o espelho pela última vez, suspira, corre pelas escadas, agarra numa maça e sai apressada pela porta, ainda ouvindo a mãe a reclamar: “é sempre a mesma coisa, nunca tem tempo para tomar o pequeno-almoço! Se te tivesses levantado quando o despertador tocou tinhas tempo para o pequeno-almoço!”
Ao percorrer os 10 minutos de caminho até à escola secundária, os pensamentos de Lia circulavam à velocidade da luz: Será que foi uma boa escolha esta roupa? estou bonita? Como será a minha turma? Já não vou poder estar com as minhas amigas antes da primeira aula…
Sem se aperceber estava a entrar na escola, dirigiu-se até à sala de aulas, cumprimentou os colegas, conheceu novos colegas e não teve aula, o professor faltou. Lia, zangada, disse: “então, podia ter ficado a dormir, vim para aqui de madrugada para nada! Vamos é para o café!” O grupo de amigas mais chegadas concordou e puseram-se ao caminho.
Nisto, antes de cruzar o portão da escola, Lia paralisou, cruzou-se com o olhar mais sedutor e intenso que alguma vez tinha visto. Quem seria aquele desconhecido que de imediato lhe fez a pele arrepiar? As colegas puxaram-na pelo braço: “anda Lia, o que foi? entraste em pause, foi?!” (…)
Não foi como Lia sonhara, não foi na noite de núpcias, não foi numa praia deserta, foi no carro, num dos muitos retiros amorosos que existem (os chamados amorometros, como os amigos lhe chamam). Não estava nada planeado, apenas estavam lá para trocar uns beijos, apenas aconteceu, desta vez foram mais longe e fui especial… (…)
Era uma tarde de domingo gélida mas solarenta, Lia e Ivo decidiram ir até à praia, sentaram-se numa duna, a contemplar o mar. Lia estava estranhamente calada, olhou para o Ivo e com os olhos encharcados disse: “estou grávida”.
Ivo sentiu o corpo inteiro a gelar, o coração a parar e respondeu: “Mas como se… se nós usamos protecção?”
Lia limpou as lágrimas e respondeu: “Não sei, estou e pronto!” e acrescentou: “ e não quero esta criança… ainda estamos a acabar o secundário… quero ir para a universidade… não a quero!”
Ivo abraçou-a e concordou. No dia seguinte, entregou a Lia uns comprimidos (abortivos) que o irmão lhe arranjou numa farmácia de um amigo e concordaram fazê-lo juntos. Foi a cólica menstrual mais intensa que Lia alguma vez sentiu, não sabia se era verdadeiramente uma dor física ou a dor de estar a matar o fruto do seu grande amor. E ainda que não soubesse de momento, este era o princípio do fim do seu primeiro grande amor. (…)
Nunca mais o toque, as carícias, os beijos foram iguais, e sem qualquer tipo de explicação Lia e Ivo afastaram-se sem dizer uma palavra.
O secundário estava concluído, Lia entrou para a universidade, estava felicíssima!
Ah, a recordação do ano que passou estava guardada no cofre no recanto mais longínquo do seu coração. Mas, o que Lia não imaginava era que esta história de amor ainda não tinha encontrado um fim… (…)
.
Não, não é uma auto-biografia, é apenas algo que escrevi!
Encontrei o romance ao arrumar alguns papeis e achei interessante, nem me lembrava dele...
Outro dia, talvez acrescente mais um pouco da história, é interessante! Fez-me reflectir...
Aqui fica um pouco de uma mente adolescente...

Tal como disseste:"...achei que estavas murchinha..."

com a estupidez da chefe está a fazer-me mal...
Estou cansada da maldade dela!
Irra!
Acorda, que o mundo não gira à volta do teu nariz!
Estes dias entrou pelo serviço um doente novosuper agressivo, a insultar toda a gente, amarrado à cadeira-de-rodas, que tinha sofrido um AVC (trombose), a auxiliar que o trazia vinha branca de medo e a minha estagiária,
Eu aproximei-me dele, toquei-lhe num dos braços, ele insultou-me, falei para ele num toque calmo e baixo, perguntei-lhe o que se passava, ele começou a chorar e a contar que na enfermaria o tratavam mal, estava sempre amarrado à cama ou à cadeira... Instintivamente, perguntei se queria que o soltasse da cadeira, ele respondeu que sim, tirei-lhe as amarras, a auxiliar assustada disse: "não terapeuta, as enfermeiras lá em cima disseram que ele é muito agressivo, não tire isso..."
Eu disse que não fazia mal, que ele só estava "assustado" com tudo que se passava e que não percebia.
Sempre com a mão dada fomos conversando, apesar de ele pouco se conseguir exprimir porque a trombose afectou a linguagem, não consegue dizer o que pensa, e a orientação, não sabe onde está nem em que ano, dia, etc... O que faz com que seja agressivo, é horrível não se conseguir exprimir e saber o que quer dizer...
A minha estagiária pouco interveio, só observava em silêncio a sessão, com a mão dela sobre a dele também. No final o Sr. saiu do nosso serviço calmo e contente, nem parecia o mesmo...
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O que despoletou tudo isto?
O toque, o sentir que alguém se aproximou dele de forma meiga...
Porque todos nós precisamos que nos toquem,
precisamos de um abraço de um amigo,
da mão dada com quem amamos, das suas caricias...
Com o toque a nossa ansiedade decresce,
sentimo-nos mais calmos, protegidos, amados...
Relaxamos e sentimo-nos bem, não é?
Mas, muitas vezes não nos lembramos disto,
tantas são aquelas vezes que um simples abraço apertado
poderia resolver o conflito e o que fazemos?
é tentar gritar mais alto que a outra pessoa,
ou ignorar o problema, a pessoa...
Evitar tudo e ponto final!
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O toque é um dos meus instrumentos de trabalho,
quando por exemplo, mobilizo um braço, ajudo a completar um movimento, um gesto para fazer uma tarefa, quando transfiro um doente de uma cadeira-de-rodas para uma marquesa, para outra cadeira... Enfim, quando faço qualquer coisa no trabalho...
E mesmo assim por vezes esqueço-me dele fora do trabalho,
esqueço-me da sua importância no nosso bem-estar, no bem-estar dos outros...
E já não o quero esquecer mais!
E tu reconheces a importância do toque?
.
Porque me apercebi que por vezes
porque o toque é importante,
porque o quero transportar para o resto do dia-a-dia....
.
Toca-me a alma que prometo tocar a tua!
Ou não toques que tento na mesma tocar a tua!
*
Independentemente do que me possas fazer,
de me magoares, de me traíres,
Aqui e agora recordo os sorrisos,as alegrias que te consegui dar,
fizeste um esforço extremo para agradecer,
Porque te amo?
Vivemos rodeados de diferentes pessoas,
com mil e uma personalidades,
mil e uma crenças, rotinas, famílias, profissões, amigos e afins
e amamos cada um incondicionalmente...
Porquê?
Alguma vez te questionaste sobre isto?
Eu ainda não...
E então pergunto...
Porque te amo se és tão diferente de mim?
Porque te perdoo quando me magoas?
Porque te quero sempre comigo?
Porque me preocupo contigo hoje e sempre?
Porque nunca te esqueço mesmo quanto partes?
Porque te deixo partir se te amo?
Porque ficas quando eu vou?
Porque te amo hoje e sempre pequeno raio de sol?
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Nunca estamos sozinhos,
existem pessoas que nos acompanham desde sempre,
outras surgem por um período de tempo
e outras que ficam para sempre connosco...
Isto todos sabemos mas porque as amamos?
Será porque...
A todas entregamos um pouquito de nós,
recebemos um pouquito delas,
e em nós fica uma marca,
existe um amor partilhado...
Será uma fraqueza humana? um dom?
O que achas tu?
Eu? Para mim é um dom!
Porquê? Porque nos faz estar sempre acompanhados,
ter sempre alguém que nos queira bem e se preocupe connosco,
que nos proteja, que nos mime, que nos ame...
Faz-nos sorrir verdadeiramente quando apenas tínhamos vontade de chorar,
dá-nos um ombro para esmurrar quando o mundo nos trai e outro para nos aconchegar,
contribui para a nossa vontade de viver, de sonhar, de caminhar...
Por isso, basta de perguntas! Não quero saber das respostas!
Amo-te porque sim!
Amo-te porque me ajudas a sonhar!
Por vezes, amo-te porque sou pateta!
Mas não faz mal que partas, que me magoes, que...
Não faz mal o que partilhaste comigo vale mais do que 1000 diamantes,
o que partilhaste comigo ajuda-me a sonhar...
A viver...
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Ser, porque te amo?
Porque sim!
.
Porque hoje sinto-me pateta,
porque não me lembrava de nada para escrever,
segui os meus dedos e surgiu qualquer coisa...
Algo um pouco tosco o que escrevi mas... até gosto
e aqui fica para todos vós que fazem parte de alguma forma da minha vida: PORQUE TE AMO!
*
Quantas vezes pensamos na importância 
Todos nós gostamos de ganhar,sentimo-nos bem, fortes e felizes...
e aprendemos a evitar o erro de futuro,
.
*



